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Pela internet, 30% das passagens vendidas no país
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RIO – Cada vez mais brasileiros estão trocando as agências físicas de venda de pacotes pelos sites da internet. Estudo feito pelo Decolar.com, o maior portal de turismo da América Latina, aponta que 30% das vendas de passagens no país já são feitas pela web. No fim do ano passado, o índice estava em 20%, revela o levantamento obtido pelo GLOBO. O número ainda é pequeno se comparado a países como Estados Unidos, onde a internet já responde por uma parcela entre 45% e 60% dos negócio.
Atualmente, dos 40,2 milhões de brasileiros com acesso à internet, quase dez milhões entraram em sites de viagens em abril, número quase 40% maior em relação ao mesmo mês de 2009. Segundo a consultoria britânica comScore, a Gol é a líder na rede, com 1,5 milhão de usuários por mês. Em seguida, aparece o Submarino Viagens, com 1,170 milhão. A TAM, em terceiro, tem 1,127 milhão, na frente da Decolar.com, com um milhão de usuários.
Na Gol, internet responde por 80% das vendas
É de olho nesse contingente e no crescimento do setor que redes de supermercado, como Walmart e Pão de Açúcar, têm estudado a criação de sites para a venda de bilhetes aéreos. A ideia, dizem fontes, é aumentar o leque de serviços para os clientes. O Carrefour, por exemplo, já tem uma página na rede, mas só faz vendas pelo telefone. Na lista, também estão os bancos, como o Bradesco.
Uma pesquisa feita pela Google revela que 88% das pessoas usam em primeiro lugar uma fonte on-line para pesquisar um produto de viagem. A migração para a rede começou a ganhar força, dizem especialistas, em 2001, quando a Gol implementou o seu sistema on-line, permitindo uma redução de custos superior a 40% em relação a lojas físicas. Hoje, a internet representa 80% das vendas da companhia.
A Decolar.com, por exemplo, cresceu 80% no ano passado, quando faturou cerca de US$ 175 milhões (R$ 316,7 milhões, considerando o dólar a R$ 1,81, cotação de fechamento de ontem). Nos primeiros três meses deste ano, a empresa já registra avanço de 200% no volume de negócios. A B2W, dona do Submarino, Americanas.com e Shoptime.com, dobra de tamanho a cada 12 meses. Por outro lado, as agências e as operadoras tradicionais argumentam que na rede os clientes não conseguem fazer reservas e tirar dúvidas dos destinos.
Preços podem ser até 15% menores na internet
Segundo a B2W, que, segundo uma fonte, vendeu cerca de 200 mil passagens no ano passado, o consumidor busca rapidez e comodidade na internet. Além disso, consegue acompanhar as promoções em tempo real. Assim como em outros sites, é possível comparar preços. Mas o crescimento do setor vem chamando a atenção de empresas físicas.
Foi o caso da Kontik, que criou em janeiro deste ano o braço on-line, chamado de Viajobem.com. Segundo Edson Romão, presidente da empresa, o site já se prepara para vender pacotes turísticos e cruzeiros. No Hotel Marriott, no Rio, por exemplo, a internet respondeu por 35% do volume de reservas nos primeiros três meses deste ano. Carolina Mescolin, diretora de vendas do hotel, lembra que o crescimento do canal web em 2009 chegou a 28%. Além disso, ela lembra que os preços obtidos na internet podem ser menores, em média, 15%.
- A internet é um canal muito importante. E o Brasil cresce muito. Por isso, há o interesse de muitas companhias estrangeiras no país. A rede é onde as pessoas buscam informações, comparam os preços. A tendência para comprar nesse ambiente é natural e esperada – diz Jorge Dib, responsável pela área de Turismo, Mídia e Entretenimento da Google Brasil.
A produtora de eventos Ticiana Szapiro reforça a avaliação dos dados das empresas. Ela, que só compra passagens pela internet, diz que ganhar tempo é essencial:
- Estou conectada 24 horas por dia. Pela internet, ainda consigo fazer check-in e pesquisar hotéis – diz Ticiana.
Fonte: Globo.com
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